É pior o pressentimento do fim ou o fim por si próprio? Talvez o ponto não seja ou um ou outro: a angústia iminente e o ponto final machucam de formas diferentes. O começo do fim provoca uma paralisia estranha, uma mistura paradoxal entre a vontade de parar ou ir em frente. Sabendo que seguir cada linha é estar sempre mais próximo do desfecho. Isso anunciado, vem a vontade de agarrar e nunca mais largar, de repetir tudo. Começar de novo! É isso, simples e fácil. Não dá pra se contentar com o segundo melhor. Então vem um apego àquilo que não se quer deixar acabar, transformado quase que numa necessidade física da continuidade. O fim faz mal pra garganta. Freud explica esse nó?O recomeço então surge como uma possibilidade muito mais assustadora do que amigável, que dá abertura pra um monte de novas sensações que não estão prontas para serem experimentadas agora. Um medo fica latejando e dizendo: “talvez depois”.
A solução é deixar as coisas ali como estão, não mexer. Mas, ah... tem coisa mais sem graça que banho-maria? Essa coisa mais ou menos me cansa. De algum jeito o corpo se adapta a 200bpm ao acordar e põe a gente pra correr.
Encarar o fim era a decisão, talvez não a melhor, mais bonita ou mais feliz, mas a decisão final. Literalmente, e ponto. Acabei Clarice.
Próximo!
6 comentários:
Fiquei arrepiada! Quero ler esse livro ai, me empresta? Leia agora: "Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres". Ja te indiquei neh? Vale a pena!
Adorei a cara nova do blog!
=D
Beijao
ÓtimoooO!!
Diz muito de tanta coisa.. Daqueles textos que a gnt interpreta de um jeito diferente a cada época da vida.. =)
Quero ler Clarices, meninas!
"É pior o pressentimento do fim ou o fim por si próprio?" eis a pergunta que Lula, Celso Amorim e talvez (eu disse talvez) PT estejam se fazendo neste exato instante, cada qual respirando seus últimos dias de poder..
Passei por aqui.....
Moni gracinha :D
Vou te levar pra Estonia....
Besitos chica!!!
Belíssimo texto!
muiiiiiiiiiiitoooooooo bom Monique!!! adorei!!!
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